FREGUESIA DE REBOREDA

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

Padroeiro: S. João Baptista.

Habitantes: 756 habitantes (I.N.E.2011) e 662 eleitores em 05-06-2011.

Sectores laborais: Construção civil, pequena indústria, hotelaria, agricultura e pecuária.

Tradições festivas: Santo Amaro, Senhora do Alívio, S. Roque e Senhora de Fátima.

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, cruzeiro de Leiras, Torre de Penafiel, Chã de Agoeiros e castro agrícola.

Gastronomia: Arroz de lampreia, enchidos de porco e debulho de sável.

Artesanato: Miniaturas em madeira.

Colectividades:   Associação Cultural e  Recreativa de Reboreda, Rancho Etnográfico de Reboreda, Associação  Amigos dos Espaços Naturais de Reboreda – Vila Nova de Cerveira.

 

 

RESENHA HISTÓRICA DE REBOREDA

Situa-se a 5 Km da sede do concelho de Vila Nova de Cerveira, faz confrontações a Norte com a Freguesia de Campos e Nogueira; a Sul com a Freguesia de Lovelhe; a Nascente com a Freguesia de Candemil e a Poente com o Rio Minho.

Reboreda é composta pelos lugares de Bemposta, Gamil, Gandarela, Gávea, Gontige, Ratoeira, Rua, Santo Amaro, São Sebastião, Telheirinhas.
Em 1258, é citada na lista das igrejas, situadas no território de Entre Lima e Minho, que pertenciam ao bispado de Tui. Neste documento, cujo original se encontra na Torre do Tombo, denomina-se “Ecclesia de Revoredo de Cerveira”. Em 1320, aparece enquadrada no arcediagado de Cerveira, sendo uma das igrejas do bispado de Tui no território de Entre Lima e Minho. Nesse ano, foi-lhe aplicada uma taxa, que devia ser paga ao rei D. Dinis, de 120 libras.
Gozava, pois, de razoável situação económica. Quando, em princípios do século XVI, as freguesias de Entre Lima e Minho foram incorporadas na diocese de Braga, D. Diogo de Sonsa mandou avaliá-las. O seu rendimento foi então calculado em 86 réis. Em 1546, São João de Revoreda encontrava-se inserida na Terra de Vila Nova de Cerveira, rendendo 70 mil réis.
O Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580 utilizada pelo Padre Avelino J. da Costa na elaboração do seu livro “A Comarca Eclesiástica de Valença do Minho”, refere que São João de Reboreda era da apresentação de padroeiros leigos, conforme se documentava nos “registos antiguos e no livro das mostras dos títulos do Cardeal Iffante hàs fl. 171″. Acrescenta ainda que o arcebispo D. Diogo da Silva havia confirmado uma doação, feita por certas pessoas, a António de Abreu do padroado desta igreja, que, segundo os registos do livro de visitação do vigário, pertencia ao rei. Segundo afirma o Padre António Carvalho da Costa (Chorographia Portuguesa) era abadia da apresentação da Casa do Carqueijal e outros. Mais tarde, foi da alternativa da Coroa, Casa dos Francos e Casa dos Camilos.
Em termos administrativos, aparece, em 1839, na comarca de Monção e, em 1852, na de Valença.
Inventário do Património Arquitectónico
Em http://www.monumentos.pt
Informações detalhadas acerca de:
► Torre de Reboreda / Torre de Penafiel
► Igreja Paroquial de Reboreda / Igreja de São João Baptista

FREGUESIA DE NOGUEIRA

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

Padroeiro: S. Tiago.

Habitantes: 242 habitantes (I.N.E.2011) e 285 eleitores em 05-06-2011.

Sectores laborais: Agricultura e pecuária e construção civil.

Tradições festivas: S. Tiago (25 de Julho) e Senhora de Fátima.

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, capelas de S. Sebastião e do Senhor dos Aflitos, cruzeiro, pelourinho, Monte das Carvalhas e Lugar do Cruzeiro

Gastronomia: Arroz de lampreia, debulho de sável e enchidos de porco.

Colectividades: Associação Recreativa e Cultural de Nogueira.

RESENHA HISTÓRICA DE NOGUEIRA

 

A cerca de 6 quilómetros  a nascente da sede do concelho, Nogueira ocupa uma área de aproximadamente 244 ha, e tem os seus limites estabelecidos pelas freguesias de Campos a norte,  Candemil a sul, Cornes a nascente e  Reboreda a poente.

A história de Nogueira aponta para a sua antiguidade desde antes da nossa nacionalidade.

Foi vila, fundada em 1080 por D. Afonso VI, Rei de Leão e Castela, que viria a ser o avô do nosso primei­ro rei D. Afonso Henriques.

O mesmo monarca, nessa mesma data a doou à Igreja de São Tiago da Galiza.

Foi Couto da Casa de Bragança, que recebia um quinto dos seus frutos.

É desta freguesia, a Torre e Solar dos Nogueiras. Segundo reza a história, foi senhor desta Quinta, foros e dependências, João Nogueira e seu filho Gonçalo Annes de Nogueira. Dona Guiomar Gonçalves Nogueira, filha desta, casou com Gonçalo Pires de Falcão (Galiza) nascendo desse casamento o 1º Visconde D. Fernando de Valadares.

Este D. Fernando, foi mais tarde, Governador da Praça de Mourão.

Também conta que D. Sancho II ( o Gordo) em 1211, primeiro ano do seu reinado, tenha doado esta Casa de Nogueira a Mendo Pais, seu Aio.

Foi filho deste, o Dr. Pedro Nogueira.

Será pois este (Dr. Pedro Nogueira) o progenitor dos Nogueiras do Minho, de cujo ramo principal adveio mais tarde, a fundação da Casa dos Viscondes de Vila Nova de Cerveira.

Pertenceu à Sé de Compostela até 1426, ano em que foi comprada por D. Afonso, I Duque de Bragança. Foi vigairaria da apresentação do abade de Alheiras, Barcelos,  e era cabeça do couto de seu nome. Esteve anexada ao concelho de Valença.

Merecem destaque a Capela de S. Sebas­tião (1698), o cruzeiro paroquial, com a data inscrita de 1584,  o pelourinho, também do século XVI, classificado como monumento nacional e  o altar da igreja de São Tiago de Nogueira.

 

 

Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI,  Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo, Monografia do Concelho de Vila Nova de Cerveira – Nogueira 3º volume.

251 798 371
uf.reboreda.nogueira@gmail.com
 
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